José Relvas

José de Mascarenhas Relvas nasceu a 05 de Março de 1858, no Palácio da Quinta do Outeiro, na Golegã. É nesta propriedade que vai crescer com os seus irmãos num ambiente cultural activo frequentado por artistas e destacadas personalidades.

Foi na Quinta do Outeiro, sede da Casa Agrícola da família, que José Relvas recebeu a melhor educação da época e aprendeu os primeiros acordes. É também aqui que vai ter os primeiros contactos com a actividade empresarial agrícola com a ganadaria e a criação de cavalos.

Ainda na Golegã constitui família com D. Eugénia Antónia de Loureiro da Silva Mendes, deste casamento nascem três filhos: Maria Luísa, Carlos e João Pedro.

A partir de 1907 José Relvas estabelece uma assumida ligação ao Partido Republicano Português. Participa em manifestações, comícios e reuniões políticas, um pouco por todo o país. Quando é eleito a 25 de Abril de 1909 para o Directório do Partido, a decisão de derrubar a monarquia com uma Revolução era um objectivo definido. Para que esse momento chegasse Relvas e outros republicanos não se pouparam a esforços ou a riscos.

O momento chegou na manhã a 05 de Outubro de 1910. Depois da Proclamação da República, José Relvas assume as funções de Ministro da Finanças.

Em Outubro de 1911 é nomeado para a difícil missão de Ministro Plenipotenciário de Portugal em Madrid.

Entre 1914 e 1915 vai ocupar o seu lugar no senado, eleito pelo círculo eleitoral de Viseu.

Morre aos 71 anos, em Alpiarça, na sua Casa dos Patudos, no dia 31 de Outubro de 1929.

José Relvas legou ao Município de Alpiarça a sua propriedade Quinta dos Patudos, a Casa dos Patudos, toda a colecção artística, a biblioteca e o arquivo. Legou a sua colecção de instrumentos ao Conservatório Nacional de Música. A Câmara Municipal tomou posse do legado definitivamente em 1957, depois das necessárias obras de readaptação e recuperação a Casa dos Patudos abriu ao público em 15 de Maio de 1960.

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