Peça do Mês – Outubro 2017

Jornadas Europeias do Património 2017
15 Setembro, 2017

Manhã de Outono – Margens do Rio Águeda

Óleo sobre madeira

Cândido da Cunha

1903

38,2 cm x 56,2 cm

CP – MA

Inv. Nº 84.749

A Obra apresentada este mês é da autoria de António Cândido da Cunha e retrata o Rio Águeda, numa manhã de Outono.

António Cândido da Cunha viveu entre 1866 e 1926. Em Barcelos, onde nasceu e passou a infância, manifestou especial propensão para o desenho e a música.

O artista frequentou a Academia de Belas Artes do Porto entre 1887 e 1894. Teve como mestres António Sardinha em Arquitectura Civil (classe em que obteve o Prémio Soares dos Reis, em 1892), Marques de Oliveira em Desenho e João A. Correia em Pintura Histórica. Foi nesta modalidade que Cândido da Cunha terminou o curso, precisamente com a apresentação de Agar e Ismael no Deserto. Ainda no Porto, integrou entre 1893 e 1897 as Exposições de Arte, promovidas por António José da Costa, Marques de Oliveira, Marques Guimarães e Júlio Costa. Em Lisboa, estreou-se em 1896 no Grémio Artístico, tendo em 1898 conquistado a medalha de 2ª classe, justamente com o seu último trabalho escolar Agar e Ismael. Nesta fase, compreendida entre 1896-1898, o pintor estudou em Paris, na Academia Julian. Aqui se aperfeiçoou com Jean-Paul Laurens e Jean-Joseph Benjamin-Constant. Prova de que foi muito apreciado pelos seus mestres na capital francesa foi a admissão, em 1898, no Salon parisiense, com o Viático na Aldeia, tela que havia realizado na Bretanha. Este trecho valer-lhe-ia uma 3ª medalha na Exposição Universal de Paris de 1900. Após o regresso a Portugal, iniciou um novo ciclo que viria a revelar-se bastante produtivo, de tal modo que o pintor se deixou seduzir pelos motivos de paisagem da região de Barcelos, arredores de Esposende e Águeda. Em finais de carreira, compareceu em diversos certames de iniciativa particular, levados a efeito na cidade do Porto.

Esta obra, do pintor Cândido da Cunha, existente na Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça intitula-se Manhã de Outono – Margens do Rio Águeda, é uma pintura a óleo sobre madeira e está assinada e datada pelo artista.

Datado de 1903, o quadro a óleo retrata as margens do Rio Águeda numa manhã de Outono.
Os montes estão cobertos de árvores na margem esquerda e na direita apresenta uma planície verdejante. A moldura é em madeira e gesso dourado de trabalho muito simples, realçando-se um friso de pérolas.