II Encontro Nacional de Museus do Vinho

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Hoje, dia 10 de Novembro de 2016, a Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça esteve presente no Museu do Douro, em Peso da Régua, no II Encontro Nacional de Museus do Vinho com a apresentação da comunicação: A Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça: o vinho, a vinha e a arte, dinamizada pelo Dr. Nuno Prates, Conservador da Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça.
A comunicação visou uma abordagem das representações da vinha e do vinho nas obras de arte existentes na Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça.
O Arquivo Histórico da Casa dos Patudos documenta o envolvimento de José Relvas na organização e representação dos agricultores ribatejanos. O tema que indubitavelmente mais mobiliza a sua atenção e o seu empenho é o dos vinhos. Este protagonismo que desponta em 1901 e se afirma sobretudo a partir de 1906, de uma forma completamente absorvente, radica em primeiro lugar no homem de Alpiarça, que ama a paisagem da lezíria, com os seus emblemas sociais e culturais que a identificam: os campinos, o gado, as terras alagadas do Tejo, as oliveiras, o montado e o vinhedo emergente.
Em 1907 participa na criação da Adega Regional do Ribatejo, sociedade de produtores de vinho de Alpiarça e Almeirim. Esta tem a sua primeira sede na Quinta dos Patudos, em Alpiarça, e mais tarde em Lisboa, na Rua do Crucifixo Nºs 118-124. Ainda em Xabregas (Lisboa) possuía um armazém onde os vinhos eram vendidos para outros países.
A Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça possui um importante espólio de obras de arte que retratam cenas da vida rural, em particular a vinha e o vinho destacando-se, nas várias formas artísticas os grandes mestres da arte portuguesa dos séculos XIX e XX, como por exemplo Rafael Bordalo Pinheiro, Jorge Pinto, Lourenço Chaves de Almeida, Raul Lino ou Constantino Fernandes.